Reabertura de escolas já acontece em outros países do mundo


Saiba como a volta das aulas presenciais estão acontecendo com medidas de segurança específicas em países como China, França e Holanda.

Alguns setores específicos sofreram mudanças radicais com o início da pandemia da covid-19. Já outros tiveram que ser paralisados por completo – foi o caso do setor da educação.

A retomada das aulas presenciais virou um assunto de muito debate e extremante complexo, que até os próprios especialistas da área estão divergindo.

Até a data de fechamento desta publicação (14), a expectativa é de que as aulas presenciais sejam retomadas no Brasil até o fim de agosto deste ano.

Alguns países do mundo, os quais obtiveram resultados satisfatórios em relação a contenção da pandemia, já puderam retomar as aulas presenciais com medidas restritivas de segurança.

O Brasil deve seguir estas medidas adotadas no exterior no momento em que as aulas presenciais retomarem no país, possivelmente com algumas adaptações.

É importante ressaltar que mesmo havendo a liberação das aulas presenciais, muitas escolas em países como a China e França tiveram que ser fechadas após a retomada por conta de altos índices de contaminação.  Ou seja: todo cuidado é pouco.

Confira abaixo algumas medidas essenciais, que devem ser replicadas futuramente aqui no Brasil quando as escolas retomarem às atividades presenciais:

ESCOLAS DESINFECTADAS

Medidas extras de limpeza são uma recomendação comum. Em diversas partes do mundo, a desinfecção das escolas ocorre antes dos alunos chegarem e durante a permanência deles.

Em Portugal17 mil litros de desinfetantes e outros equipamentos de proteção e higiene foram distribuídos para centros educacionais.

Na França, as orientações do Ministério da Educação contêm inclusive quais produtos a serem utilizados para desinfecção das escolas e a frequência da higienização: o chão deve ser limpo uma vez por dia enquanto maçanetas, sanitários e interruptores devem ser higienizados várias vezes.

ALUNOS DESINFECTADOS

Na China, escolas instalaram tendas de desinfecção por onde os estudantes precisam passar antes de entrarem na escola.

TEMPERATURA CONTROLADA

O controle da temperatura para detectar se o aluno está com febre, um dos mais comuns sintomas da Covid-19, é uma preocupação em vários países.

Na China e na Coreia do Sul, os estudantes passam por checagem sistemática de temperatura corporal.

Em Pequim, pulseiras inteligentes, que fazem essa medição em tempo real, estão sendo testadas. Os pais monitoram a situação por meio de um aplicativo. Caso a temperatura passe de 37ºC, um alerta é enviado para os professores, que são orientados a alertar a polícia.

UTLIZAÇÃO DE MÁSCARA

Assim como a utilização em locais públicos, uso de máscaras em geral também é recomendado, mas os critérios variam de país para país.

Na China, as crianças utilizam máscaras o tempo todo, inclusive dentro da sala de aula. Em Israel, as crianças da 4ª série em diante tem que usar essa proteção. Na França, as crianças menores também estão dispensadas.

No entanto, a escola deve ter máscaras à disposição dos alunos caso eles apresentem sintomas durante as aulas e estejam aguardando para serem retirados.

MENOR GRUPO DE ALUNOS

Alguns países adotaram a medida de dividir os estudantes em grupos menores para evitar contatos mais próximos entre eles, como na Finlândia.

Na Dinamarca, as turmas, que têm entre 20 e 28 alunos, foram divididas para que os alunos possam interagir apenas dentro desse espectro menor.

Em Seul, na Coreia do Sul, os jardins de infância e escolas do ensino básico, fundamental e médio poderão receber apenas um aluno a cada três e os demais terão que seguir com o ensino a distância.

Horários diferentes de entrada e saída

Em Portugal, alunos estão sendo organizados em grupos que terão horários de aula, intervalos e períodos de alimentação diferentes entre si, para minimizar o contato.

A mesma medida foi adotada pelos governos da Finlândia e Israel, que determinaram o estabelecimento de horários diferentes para intervalos, entrada e saída para evitar aglomeração.

Na Dinamarca, além dos horários variados, novos portões estão sendo utilizados para que a entrada e saída dos grupos não coincidam. Os pais também são orientados a se despedir dos filhos fora da escola e devem pedir permissão, caso necessitem entrar no estabelecimento.

REDAÇÃO KNN IDIOMAS

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