Quais as MELHORES ESTRATÉGIAS DE GESTÃO para enfrentar a crise?


Dicas e soluções para evitar prejuízos durante a pandemia

Desde que pandemia da covid-19 começou a se propagar no Brasil começamos a ouvir a expressão “recessão econômica” e “crise financeira” com frequência na TV e nos portais de notícia – e até o fechamento desta publicação ainda muito se fala sobre assunto.

A verdade é que existem várias maneiras de se preparar para uma crise e muitas delas tem a ver com capital de giro e gestão empresarial.

Mesmo que nas últimas décadas não tenhamos vivido algo similar para se ter como referência, ainda há estratégias eficazes para que os empreendedores não precisem fechar as portas de vez e saiam minimamente ilesos da crise sanitária que aterroriza o mundo no momento. 

O fundador e presidente da KNN Idiomas, Reginaldo Boeira, considera que empreendedores de todos os setores da economia devem manter o foco e traçar planos estratégicos, sem perder a humildade.

“É hora dos empresários se ajudarem e não apenas quererem ser ajudados. Deve-se ter em mente um bom planejamento de ação, e claro, intensificar o trabalho interno, sabendo quem cobrar por primeiro”, afirma Boeira, referindo-se a questão financeira das micro e pequenas empresas.

Para se ter uma visão clara e competente sobre o assunto, a KNN Idiomas conversou com Cristina Melim, mestre em Administração Empresarial e especialista em Gestão Financeira, atuando há 22 anos como professora titular da Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI).

Confira algumas soluções para enfrentar a crise:

  • CAPITAL DE GIRO: organize suas contas

O capital de giro é a soma dos recursos necessários para a manutenção da empresa. Ou seja, é o caixa, o que há de aplicação em bancos, os estoques e tudo que envolve a parte operacional da empresa. Precisamos sempre ter o cuidado para analisar qual é o “capital de giro PRÓPRIO” (capital de giro líquido), sem contar com as obrigações financeiras do negócio.

Todo o empresário deve possuir uma conta básica na cabeça: quanto se possui em curto prazo e quanto se deve em curto prazo. Então, a maneira mais eficiente de organizar o capital é identificar e conhecer quais são as obrigações financeiras de curto e longo prazo.

  • FLUXO DE CAIXA: planejamento e estratégia

O fluxo de caixa é, em primeiro momento, a base de informações de entradas e saídas de uma empresa. O ideal é sempre pegar um período, seja de seis ou doze meses, para realizar um acompanhamento, identificando o quanto de dinheiro entrou, saiu e sobrou.

Quando já se possui esse panorama, o ideal é fazer uma projeção de no mínimo seis meses. Com a crise do novo coronavírus, muitas empresas foram pegas de surpresa pois não tinham o controle disso, muito menos o planejamento eficaz de seu fluxo de caixa, identificando o que é custo fixo ou variável.

  • CONTAS NECESSÁRIAS: mantenha as operações da empresa.

Classifique as contas obrigatórias – aquelas de todos os meses – e quais são as contas flutuantes (fixo ou variável). Essa classificação pode ser realizada de forma muito simples, através de uma planilha do (Microsoft) Excel, lançando o que se tem de gasto fixo, seguido de gasto variável e gerando assim a receita.

O fixo, independentemente de estar obtendo lucro durante o mês, deve ser honrado. Já o gasto variável é possível que haja um enxugamento, conseguindo determinar realmente o que não se pode ficar de fora.

  • NEGOCIE ALUGUEL E PAGAMENTO DE FORNECEDORES – Se for necessário

Tanto no pagamento de aluguéis como no pagamento de fornecedores há a possibilidade da livre negociação: ou seja, sentar, ser franco e fazer propostas. Os dois lados podem oferecer propostas interessantes, como por exemplo, o parcelamento das dívidas e formas de pagamento em que se dividem os intervalos de tempo maiores, por exemplo.

Outros prestadores de serviços essenciais, como serviços jurídicos, consultoria, contábeis também há possibilidade de negociação e a solicitação de moratória.

Essas negociações sempre serão validas quando há consciência de grau de endividamento sadio:  ou seja, jogar as dívidas de curto prazo para longo, avaliando as propostas e taxas de juros oferecidas.

  • DÍVIDAS COM BANCOS E EMPRÉSTIMOS: negocie com sabedoria 

Negociar com os bancos ou trocar empréstimos antigos por outros com taxas de juros menores sempre é boa saída. O único cuidado que se deve ter é o cálculo destes valores, e com a taxa de juros acumulativo, que pode fazer o empreendedor pagar até o dobro. Um bom negócio é procurar alguém da área de finanças ou matemática financeira para fazer uma projeção.

Deve-se pensar o que cabe no bolso da empresa, tendo muita atenção na questão acumulativa para que as dívidas não virem uma bola de neve.

  • COLABORADORES: seja franco e aplique medidas caso for necessário.

Com a pandemia, o Governo Federal trouxe a medida provisória 936, publicada em abril deste ano. Essa medida veio para proteger os empregados de possíveis demissões, com a possibilidade de redução e ajuste da jornada de trabalho e do salário do trabalhador, possibilitando ajustes em 25, 50 e 70%. Portanto, o empresário agora possui o abrigo do governo para realizar essas medidas do ponto de vista trabalhista.

O ideal sempre é o diálogo. O bom funcionário é aquele que possui consideração da empresa em relação a sua mão de obra. Com o amparo trabalhista e essas medidas, o necessário é colocar as cartas na mesa e falar da necessidade destas renegociações de contrato. É importante que o colaborador saiba o seu valor dentro da empresa, antes de tudo.

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REDAÇÃO
KNN Idiomas Brasil

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