Quais são os riscos de empreender no Brasil e como superá-los?

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O empreendedorismo, de modo geral, oferece riscos e responsabilidades que o administrador de um negócio deve estar disposto a enfrentar. Por isso, é possível dizer que um grande diferencial de um investidor de sucesso, no mercado atual, é saber dosar os riscos dessa atividade.

É natural, portanto, que existam algumas dificuldades ao começar um empreendimento, uma vez que nessa área não existe uma fórmula correta que irá garantir ao empresário lucro imediato. 

Em destaque, no Brasil os empecilhos são ainda maiores, já que no nosso país existem legislações em vigor que determinam vários impostos para o empreendimento, sendo necessário um planejamento efetivo das finanças antes de investir em um negócio.

Você conhece os principais riscos de empreender? Conhece o cenário do empreendedorismo no Brasil? Pensando nos diversos desafios que podem ser encontrados ao decidir abrir seu próprio negócio, criamos esse artigo para ajudá-lo. Continue a leitura!

Qual a situação do empreendedorismo no Brasil?

O empreendedorismo é um assunto que vem se destacando nacionalmente e no mundo nos últimos anos, sendo que, no Brasil, essa pauta começou a ser mais difundida durante e após a crise econômica no país.

A crise gerou esse impacto nos números de empresas criadas porque o empreendedorismo conseguiu oferecer às pessoas sem perspectiva de um emprego uma alternativa para se sobressair no cenário econômico nacional. 

Ser um empreendedor é uma iniciativa que tende a apresentar riscos e incertezas, mas também pode trazer benefícios profissionais, como um salário mais alto, por exemplo. Seu maior benefício é transformar um problema em oportunidade. 

Pensando nisso, é correto afirmar que um empresário que abre um negócio possui basicamente duas razões principais para empreender: oportunidade e necessidade.

No primeiro caso, o investidor encontra uma demanda na sociedade de algum produto — uma linha de maquiagem vegana, por exemplo — e transforma em uma empresa. E, quando se trata de uma necessidade, que é o caso mais comum no Brasil, pessoas buscam empreender devido à falta de empregos formais disponíveis. 

No Brasil, a categoria de empresários mais ativa é a dos microempreendedores individuais (MEI). O microempreendimento tende a reduzir as altas taxas de desemprego no país e ainda ajuda a economia a se recuperar. 

O MEI é um registro vigente no país que possibilita que pequenas empresas possuam CNPJ, fazendo com que o empreendedor obtenha vantagens na hora de realizar transações financeiras, e também que o negócio consiga mais credibilidade no mercado financeiro. Apesar de suas vantagens, é importante deixar claro que o MEI possui as suas limitações, como em relação ao faturamento mensal e ao número de funcionários.

Como está o mercado de franquias?

Em relação aos dados do empreendedorismo no país, o desempenho de cada segmento deve ser levado em consideração. Existe um crescimento significativo de áreas como a de lazer, de turismo e de alimentação.

Detalhando um pouco mais, o nicho de entretenimento e lazer foi o segmento que mais cresceu no Brasil, visto que a demanda para jogos virtuais, buffets de festa e serviço para delivery obtiveram grande procura, fazendo com que investidores criassem mais empresas do ramo. 

Além do crescimento de uma área do empreendedorismo que é mutável, existem outras vertentes do mercado que sempre estão em mudança. Pensando nisso, destacamos a seguir uma mudança importante que ocorreu no mercado do microempreendedor. Continue a leitura!

A tecnologia influencia diversas áreas do cotidiano e, por isso, ela pode revolucionar setores da economia como o empreendedorismo. Diante disso, surge o empreendedorismo digital, no qual é oferecido um produto ou serviço para o público por meio de um veículo digital, como a internet. Para exemplificar, podemos destacar o aplicativo da Uber. 

Além da implementação da tecnologia no mercado de investimento, empreendedores começaram a considerar a possibilidade de abrir filiais de empresas de renome ao invés de se arriscar no mercado. Por isso, resolvemos criar um tópico no nosso texto apenas para tratar sobre isso. Acompanhe!

Por que o mercado de franquias é promissor? 

Assim como nas demais áreas do empreendedorismo, o investimento em franquias também teve o seu momento de retração durante a crise econômica no país. 

Porém, é visto que a partir de 2018 houve a expansão de unidades de empresas franqueadas, evidenciando que, apesar de a crise ter reduzido o crescimento das filias, o investimento nesse ramo continua sendo lucrativo para empreendedores, em especial para os que são iniciantes. 

Por que esse padrão de expansão das franquias se mantém? Basicamente, o crescimento exponencial da quantidade de franquias no Brasil é resultado da visão de mercado que ela transmite para o investidor. Pois, ao investir em uma franquia, o empreendedor está comprando um negócio que já foi testado e obtém sucesso na sua área de atuação, sendo mais, por consequência, o sucesso da sua empresa.

De certa forma, o pensamento dos empresários está correto e por meio de dados podemos comprovar que a franquia pode ser um negócio muito lucrativo. Na prática, a taxa de mortalidade de um empreendimento novo nos primeiros anos de vida é de 23 empresas em 100 que são abertas. Por outro lado, as franqueadas conseguem se sobressair, falindo apenas 5 organizações em um montante de 100 filiais. 

Já está estabelecido que as franquias costumam se manter abertas por mais tempo no mercado do que os empreendimentos tradicionais. Porém, é preciso que fique claro quais são os principais diferenciais que esse modelo de negócio possui. Confira, nos próximos tópicos, quais são eles.

1) Auxílio na gestão 

Uma empresa, ao se tornar franqueada, precisa estabelecer parâmetros nas quais as suas franquias devem seguir. Para isso, são criados padrões de gestão financeira, do produto oferecido e do local onde a nova filial será estalada. 

Na maior parte dos casos, a transferência de informações e conhecimentos sobre o negócio e o seu funcionamento interno são realizados por meio do know-how, que pode ser transmitido por meio de treinamento, de manuais e de auditorias.

Em resumo, pensando em manter esse padrão de qualidade, a empresa franqueada oferecerá capacitações para a equipe da filial, fazendo com que os funcionários se organizem de modo que o empreendimento funcione de forma correta. 

2) Coletividade entre a franquia e a empresa franqueada

Além da transferência de know-how, também existe uma premissa de companheirismo entre a empresa e sua franqueada, gerando um suporte contínuo entre as duas. Assim, o crescimento da filial implica em mais visibilidade para o empreendimento e vice-versa. 

Apesar de se criar uma relação de companheirismo, é importante lembrar que existe um contrato que assegura essa aliança. Como resultado, o investidor e o franqueador se mantêm resguardados de eventuais desavenças que possam surgir posteriormente.

3) Aceitação do produto pelo público 

O nome da empresa fraqueada permite que as negociações com fornecedores para as filiais sejam mais tranquilas do que em empresas recém-criadas, já que, no caso da franquia, existe o componente do nome da marca, que transfere segurança para os possíveis parceiros.

Além disso, existe um ponto que se destaca na hora de optar pela abertura de uma franquia: pesquisa de mercado para oferecer um serviço que condiz com o que o público-alvo espera. 

Na análise de mercado será estabelecido o padrão de análise qualitativo e quantitativo. A análise qualitativa é uma visão abrangente do público e possui caráter bem subjetivo. Já a análise quantitativa leva em consideração dados numéricos. Esse estudo é indicado para quantificar um problema por meio de variáveis anotadas e que, posteriormente, serão analisadas para estabelecer um padrão.

4) Encargos financeiros

Ao incluir um fraqueado em seus negócios, a empresa terá que arcar com certas despesas, como na área da divulgação para atrair o investidor. Por isso, geralmente existem taxas que serão cobradas. Em destaque, há a taxa de franquia, que é o valor pago pela transferência do conhecimento sobre o negócio (know-how), e a taxa de royalties, que corresponde à cobrança dos direito sobre o uso da marca. 

Em alguns casos, uma das taxas pode não ser cobrada, facilitando a adesão do investidor. Como exemplo, destaca-se a KKN Idiomas, que possui isenção de royalties.

Quais são os principais fatores que levam uma empresa à falência?

Existe uma máxima que diz que, se uma empresa se mantém aberta durante o seu primeiro ano de mercado, dificilmente ela fechará no futuro. De modo geral, no Brasil essa afirmativa se faz verdadeira na maioria dos casos, uma vez que existe uma série de fatores que fazem com que um negócio entre em falência nos seus primeiros anos de fundação. 

Como exemplo, pode-se destacar a falta de planejamento prévio antes de empreender. Ou seja, a empresa fecha por falta de organização da gestão empresarial ou por conta de um mau investimento. 

É possível evitar que uma organização entre em colapso financeiro e administrativo por meio de um planejamento prévio, de uma gestão empresarial bem-consolidada e de um administrador que conheça o seu negócio, transmitindo segurança em suas ações.

Ainda não entende como esses três pilares podem determinar o sucesso da sua empresa? Fique calmo, a seguir discutiremos mais sobre o assunto. Prossiga!

Afinal, quais são os principais riscos?

Antes de saber como solucionar os desafios que um empreendedor pode encontrar, é importante estabelecer quais são esses impasses. 

A criação de um negócio por si só já oferece riscos, sendo que o investidor pode perder, por exemplo, o valor investido na empresa recém-criada ou na filial. Por isso, pensando nas estratégias que já deram certo, empreendedores buscam realizar as mesmas táticas para obter sucesso. 

Para que a empresa prospere, é necessário que o investidor possua uma visão crítica do negócio, com uma análise teórica e formação de uma estratégia para prevenir possíveis riscos que possam surgir.

A possibilidade de perdas financeiras está inerente à criação de um empreendimento, porém, existem resultados ruins que podem ser previstos e, posteriormente, modificados. Pois, espera-se que um bom investidor consiga transformar uma notícia ruim em algo sustentável. 

De modo geral, manter a empresa aberta por mais de um ano é um desafio árduo que o dono de um negócio normalmente passa. É possível que essa dificuldade em manter o negócio saudável seja causada por diversos fatores que, acumulados, podem acabar fechando a empresa. 

1) Realizar a gestão de pessoas de forma adequada

É evidente que o que faz o seu negócio fluir é a sua equipe. Por isso, antes de abrir um empreendimento, é preciso escolher funcionários que consigam atender às suas necessidades como administrador. 

E, após formar um time, é imprescindível que se forme uma liderança para a empresa, sendo que, na grande maioria dos casos, isso se torna um impasse significativo no negócio. 

É importante ter em mente que ações devem ser tomadas para desenvolver líderes capazes de comandar a equipe e de tornar a empresa um sucesso no mercado.

2) Não buscar a inovação

O mercado do empreendedorismo está saturado em diversos setores, por isso a criação de novos produtos é fundamental para que uma empresa se sobressaia. 

Apesar de a inovação ser um ponto chave para que um negócio se torne um diferencial, diversas empresas não investem nesse setor. Como resultado, elas acabam sendo esquecidas e, consequentemente, entram em falência.

Por ser algo difícil no atual contexto do mercado no Brasil e levando em consideração a crise econômica, alguns investidores optam por abrir uma franquia de empresas que já possui renome nacional, como a KNN Idiomas.

3) Não saber lidar com a burocracia

Não há novidade no que diz respeito à quantidade de burocracia que um empreendedor terá que enfrentar ao abrir um negócio. 

Na maioria dos casos, a burocracia é o desafio principal de administradores inexperientes. Pois, no Brasil, existem impostos específicos, os quais a empresa deve arcar periodicamente.

Por desconhecimento, o empreendedor pode se descuidar no pagamento dessas taxas, prejudicando o andamento do seu empreendimento. Para minimizar os danos, é possível optar por auxílio contábil para lidar com esses encargos judiciais. 

Como solucionar esses desafios do empreendedorismo?

Os principais desafios estão claros para você? Ótimo, agora vamos falar como solucioná-los de forma efetiva. Fique atento!

1) Realizar um planejamento detalhado do projeto

Com o objetivo de obter grandes resultados, organizações começaram a elaborar planejamentos estratégicos, visando estabelecer os objetivos que o negócio possui.

Para isso, os principais aspectos que devem ser considerados são: a análise do mercado de atuação, a definição de metas e a criação de indicadores de resultados. 

Lembre-se de que um planejamento financeiro também será importante para que sua empresa consiga arcar com os impostos e com o investimento inicial no negócio.

2) Escolher um nicho sua atuação

Depois de estabelecer o valor que você está disposto a investir, é necessário escolher a área em que o seu negócio atuará. 

É importante lembrar que empresas são criadas para atender à demanda de uma população ou público-alvo a fim de gerar lucro. Desse modo, elas podem vender um produto ou oferecer um serviço.

Então, basicamente, ao escolher um ramo de atividade o empreendedor deve levar em conta a pesquisa de mercado, a concorrência e as suas preferências pessoais. 

3) Pesquisar as tendências do mercado

Empresários principiantes cometem erros ao montar um negócio, que em sua maioria poderiam ter sido evitados ao realizar a pesquisa de mercado. É importante entender que de nada adianta lançar um produto se não há um público para consumi-lo, por isso a pesquisa de mercado é utilizada de forma rotineira.

Inicialmente, você estabelecerá o público-alvo que deseja atingir e realizará uma pesquisa de mercado qualitativa. Ou seja, você determinará qual é o tipo de cliente perfeito e testará o impacto geral que o seu produto possui, o que caracteriza uma análise de caráter exploratório.  

4) Solucionar problemas 

Como já foi listado ao longo do texto, diversos desafios surgiram ao criar uma empresa. Porém, o diferencial de um administrador de sucesso é ser resolutivo de acordo com a demanda. Ou seja, o empreendedor deve estar em constante busca do conhecimento, para que ele seja capaz se solucionar os principais impasses que possam surgir. 

É importante frisar que nem sempre o administrador conseguirá atender às demandas. Portanto, nesses casos ele deve ser capaz de solicitar a ajuda de um serviço especializado no assunto, para que o fluxo da empresa não seja prejudicado.

5) Ser resiliente e flexível 

O mercado financeiro por si só já representa um desafio. Pois, na conjuntura atual, o empreendedorismo é um ramo competitivo e, por consequência, a chance de falhar nesse setor é alta. 

Por isso, um administrador resiliente representa um diferencial para uma empresa, já que ele oferece uma visão positiva em situação de crise.

6) Usar as táticas que deram certo no ramo 

A busca constante de inovação pode representar algo positivo para que o negócio prospere, porém, ao criar novos métodos, você não deve se esquecer das técnicas que já foram testadas e obtiveram sucesso. 

Por exemplo, existe uma tática de venda que afirma que o cliente espera que o vendedor ou prestador de serviço mapeie as suas necessidades e lhe ofereça algo semelhante ao que ele estava desejando. 

Então, nesse exemplo, é notório que essa tática já é bem empregada e segue a lógica da indústria, que relata que o vendedor vende primeiro a imagem e depois o produto.

Por que escola de idiomas pode ser uma boa opção?

Levando em consideração que a intenção de um empreendedor ao criar uma empresa é guiada pela necessidade ou pela oportunidade de mercado, observamos que existe um padrão bem estabelecido nessa relação de causalidade. 

Destacam-se, no caso das guiadas pela oportunidade, empreendimentos que são resolutivos e que são capazes de atender a uma demanda de grande recorrência na sociedade. 

Então, uma escola de idiomas pode se enquadrar nesse tipo de formação de uma empresa por oportunidade, pois o inglês é o idioma mais falado no mundo, possuindo muita demanda para a capacitação por meio das aulas. 

Associada alta demanda para essa área, é visto que a qualidade de ensino no Brasil é precária, fazendo com que haja um déficit na educação.

Em um mercado econômico instável e competitivo, montar uma empresa do zero parece ser algo arriscado para vários investidores. Por isso, muitas vezes é mais cômodo investir em uma rede de franquia, na qual você receberá um apoio maior até que seu negócio esteja estabelecido. 

Pensando nisso, investidores começaram a valorizar cada vez mais as franquias. Durante a crise financeira no Brasil, de 2016 a 2018 empresas como a KKN Idiomas cresceram de forma substancial. 

Detalhando um pouco mais sobre essa rede de ensino, a KKN Idiomas é uma empresa do ramo de escolas de idiomas que obteve um grande crescimento financeiro nos últimos três anos, tornando-se a maior franquia de escolas de idiomas do país. 

A empresa foi criada em 2004, porém obteve mais visibilidade durante a crise econômica brasileira, na qual várias organizações sentiram a retração financeira. Basicamente, os administradores utilizaram a resiliência e transformaram esse momento de crise em uma oportunidade: vender a possibilidade de uma capacitação efetiva em um novo idioma, auxiliando, então, na conquista de um emprego.

Em destaque, a isenção de royalties e o foco no suporte aos franqueados são as principais vantagens de se investir na KKN Idiomas, tornando o investimento ainda mais interessante para o franqueado.

É evidente que no Brasil existem diversos desafios para que um empreendedor consiga tornar uma empresa recém-criada em um negócio de relevância no mercado e de um lucro consideravelmente bom. 

Por isso, antes de pensar em investir, procure buscar exemplos que deram certo no mercado, assim como a KKN Idiomas. Além de lembrar que a escolha de uma franquia pode ser uma opção mais segura e com mais apoio na fase inicial da abertura do negócio. 

O nosso artigo te ajudou a entender um pouco mais sobre quais são os riscos de empreender? Agora, você compreende quais são as principais ações que devem ser tomadas para evitar os impactos desses desafios?

Se sua resposta foi sim, leia mais um artigo do nosso blog! Nele, você irá descobrir como um plano de negócios pode te auxiliar na organização da sua empresa e, consequentemente, ajudar a solucionar os desafios que poderão surgir por conta do mau planejamento.

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