KNN projeta faturar R$ 1 bi mesmo em ano de crise

5 minutos para ler

Setor de franquias foi sinônimo de reinvenção e sai fortalecido em época de recessão econômica

Inegavelmente, em 2020 vivemos um dos anos mais desafiadores dos últimos tempos, tanto do ponto de vista social quanto econômico. Da necessidade de adaptar-se à nova realidade, imposta pela pandemia de Covid-19, iniciou-se uma corrida contra o tempo para evitar que a crise culminasse no fechamento de milhares de negócios. Na contramão, a KNN Idiomas destaca-se por não ter fechado uma unidade sequer durante a quarentena, além de projetar um faturamento acima de um bilhão de reais para 2020.

Quando o país entrou em situação de quarentena, pouco era o tempo para se traçar estratégias e decidir pelo caminho mais viável para enfrentar o que viria pela frente. Apesar da incerteza quanto às proporções da crise, é certo dizer que as franquias souberam se manter firmes e passaram pela quarentena com poucos “arranhões”. Um exemplo é a KNN Idiomas, que conta hoje com quase 600 franquias e não registrou fechamentos de unidades desde março, início da quarentena no país.

A retração econômica foi a mais dura sentida a nível global desde a Grande Depressão de 1929. No Brasil, o governo federal, em sua última avaliação, projetou uma queda de 4,5% no Produto Interno Bruto (PIB) este ano. De acordo com a Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas, realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), somente nos primeiros cinco meses após a chegada da pandemia ao Brasil, mais de 700 mil empresas já haviam fechado as portas.

Franquias na contramão da crise

O setor de franquias soube enfrentar este momento crítico com destreza. Um dos principais motivos é a segurança de investir em um modelo de negócio sólido e próspero. Angelina Stockler, especialista em Gestão de Redes de Varejo e Franchising, mentora da Endeavor e membro do comitê Mulheres do Franchising da ABF, afirma que o franchising veio se preparando ao longo dos anos para enfrentar momentos de crise e, desta vez, já estava mais organizado e fortalecido. “A maneira positiva como as franquias enfrentaram e vêm enfrentando esta crise provou como o setor está mais preparado agora do que das outras vezes, visto que nos últimos anos o país já vinha sofrendo com a retração econômica”.

Segurança para recomeçar

Além disso, as franquias se tornaram sinônimos de recomeço para muitas pessoas que sofreram com a crise. Gabriel Lohn Gonçalves Faia, 22 anos, possuía uma empresa de transportes e, com a chegada da pandemia, viu seu negócio desmoronar. “Precisei vender meu caminhão e encerrar as atividades da minha empresa em meio à um turbilhão de incertezas”, ressalta.

Foi então que conheceu, através de uma amiga da família, o modelo de negócio seguro e próspero que as franquias proporcionam. Buscando a oportunidade de se reerguer, enxergou no ramo de idiomas a solução para criar uma nova e segura fonte de renda. Poucos meses depois, Gabriel torna-se proprietário da KNN da cidade de São Miguel Arcanjo/SP, que está prestes a inaugurar.

Gabriel Faia encontrou na KNN a oportunidade de recomeçar. (Foto: Arquivo pessoal)

André Luiz Duarte de Queiroz, 53 anos, é futuro franqueado KNN da cidade de Santa Cruz da Serra/RJ e também buscou no setor uma maneira de driblar a crise vinda com a pandemia. Funcionário de uma empresa por mais de 20 anos, desligou-se no fim de 2019 após um acordo. O valor da rescisão, segundo André, seria suficiente para manter o padrão de vida por quase dois anos.

No entanto, com a pandemia, as perspectivas de retomada do crescimento econômico do país foram postergadas. Ao sentir a necessidade de buscar outra fonte de renda, André enxergou na franquia uma oportunidade de alcançar este objetivo. “São muito poucas as franquias consolidadas no mercado que são tão bem estruturadas e tão parceiras do franqueado como a KNN”, conclui André.

A especialista Angelina explica que diversos fatores fazem das franquias opções seguras e atraentes para investidores, seja em momentos de crise ou não. “Existem muitos aspectos importantes de uma empresa que possuem altos custos, o que os tornam inviáveis para um empreendedor arcar sozinho. Já nas franquias, o investidor faz parte de um grupo que contribui em conjunto, o que torna tudo mais em conta. Você já entra em uma empresa que possui uma estratégia pronta de gestão e administração”, conclui.

Reginaldo Boeira, CEO da KNN, afirma que não há segredo para o sucesso da empresa em meio à crise. “Quando se tem uma base estruturada dentro de uma franquia já estabelecida e com experiência no mercado, o caminho da inovação e adaptação torna-se mais fácil. E foi o que fizemos, com rapidez e antecipando qualquer tipo de adversidade que poderíamos a curto, médio e longo prazo”, conclui.

Posts relacionados

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.