7 Soluções para empreender em época de Pandemia

7 Soluções para empreender em época de Pandemia

Confira as dicas de especialistas para começar um novo projeto, enfrentando os desafios gerados pelo novo coronavírus.

Mesmo que a crise instalada no mundo tenha pegado todos de surpresa – trazendo drásticas mudanças ao nosso cotidiano – aqueles que possuem o desejo de construir seu próprio negócio agora precisam pensar em como colocar esse objetivo em prática em um momento delicado de saúde pública.

 Com as orientações para evitar o contágio sendo fornecidas, muitos empresários fecharam as portas e alguns investidores até abandonaram a ideia de empreender: mas será que não existem outras alternativas?

A rotina pela qual todos estavam acostumados foi obrigada a mudar, isso você já sabe, e por consequência, os hábitos de consumo também. Visto isso, alguns especialistas do ramo de negócios dão dicas de como driblar as adversidades impostas por esta nova realidade, que é passageira, mas requer ainda mais preparação da parte de quem quer iniciar um novo empreendimento.  

1 – Pense no futuro, e não na crise

A situação atual abrange a todos: desde o microempreendedor individual (MEI) até a empresários de empresas multinacionais. O CEO da KNN Idiomas, Reginaldo Boeira, afirma que ao gerenciar um negócio, o foco do empreendedor não pode ser na crise, e sim no futuro. “Qual o empreendedor que nunca vivenciou uma crise, seja ela econômica, política ou na saúde, da qual estamos lidando agora? Para mim, a coragem do empreendedor é o que o fortalece para superar essas e outras crises”, afirma o presidente da franquia de mais de 450 escolas espalhadas pelo Brasil.

2 – Pesquise a melhor área

Antes de colocar em prática o plano de empreendimento, Michelle Perusin, especialista em Gestão de Marketing e docente da área, indica que uma boa pesquisa é o ponto inicial para realizar uma estratégia bem-sucedida: “É importante que investidor se inteire a respeito da área que ele pretende apostar, desapegando da realidade que não vivemos mais e se adequando ao que o momento pede”, afirma. De acordo com Suzete Lizote, doutora em Administração e líder do Núcleo de Pesquisas em Liderança, Empreendedorismo e Inovação (NUPLEI) da Universidade do Vale do Itajaí, neste cenário ganham destaque áreas de necessidades básicas, como alimentação, saúde e educação.

3 – Otimize seu tempo e de seus colaboradores

Com o distanciamento social, muitas equipes de trabalho tiveram que se adequar ao modelo home-office, onde o que era realizado presencialmente foi substituído através de ambientes virtuais. Uma pesquisa realizada pela Hibou, empresa de monitoramento de mercado, apontou que 6 em cada 10 brasileiros adotaram o trabalho remoto como alternativa durante a quarentena.  Segundo Reginaldo Boeira, para quem for trabalhar em casa ou manter colaboradores em home-office, deve estar focado no gerenciamento da equipe e criar uma rotina. “Mantenha-se prudente quanto às suas responsabilidades e entenda que este é um momento sério e que exige o esforço de cada um de nós. Não trate o home-office como férias”, afirma.


4 – Necessidade X Oportunidade

Afinal, em que momento nasce um bom empreendedor? Conforme os estudos da Dra. Lizote, são dois momentos específicos que podemos identificar o surgimento de um empreendedor típico, que irá batalhar para tirar seu projeto de negócio do papel: “Temos em primeiro momento o empreendedor por necessidade – aquele que deseja montar o seu negócio pelo instinto de sobrevivência e gerar renda – e também o empreendedor da oportunidade, que identificou o desejo de um público em especifico e através desta ideia, decide investir. “Está sendo o caso das lives de artistas que estamos acompanhando agora. Sem ter shows para se apresentarem e com o público carente de entretenimento em casa, viram na oportunidade um novo jeito de expandiram seu trabalho”, comenta.

5 – Invista em marketing digital

    Uma das dicas mais importantes para quem vai empreender, não só em época de crise, é separar um investimento para estratégias de marketing digital. Uma pesquisa pela Adaction – veículo de comunicação especializado em ações de mídia digital – publicado no Jornal Valor Econômico, indica que o marketing de on-line já consome em média R$ 8 milhões ao mês das verbas dos bancos tradicionais brasileiros. De acordo com a especialista consultada, a estruturação de uma boa campanha pode trazer resultados mais rápidos, principalmente em períodos como a quarentena, em que os consumidores estão mais conectados. “O momento de pandemia está sendo revolucionário. Quem não tinha olhos abertos ao marketing digital, foi obrigado a se render a ele por questão de sobrevivência e alcance”.

6 – Avalie o que já deu certo

Quem nunca errou, que a tire a primeira pedra. Todo erro também é um grande aprendizado, e quando questionado sobre falhar, Reginaldo da KNN Idiomas não mede suas palavras: “Quem faz, erra. Só não corre risco de errar aquele não trabalha”, diz o empresário, que antes de se tornar presidente da franquia que faturou meio bilhão de reais no ano passado, vendia doces no interior de São Paulo e Minas Gerais. Concordando, a Gestora Michelle Perusin complementa: “Neste momento de readequação, temos que parar para avaliar o que já deu certo e organizar todo o processo operacional. Toda demanda, mesmo sendo gerida através de home-office, demanda rotina. O profissional que desapegar das velhas convicções e reaprender com o desafio que o momento pede estará alguns passos na frente do concorrente acomodado”. 

7 – Seja Transparente

A mídia social transformou o relacionamento das marcas com seus consumidores e as ajudou transmitirem, de diversas formas, sua identidade e seus valores. Conforme relatório Social Media & Evolution of Transparency, 86% dos consumidores entrevistados acredita que é mais importante do que nunca as empresas serem transparentes. Esses consumidores definem a transparência como serem abertas (59%), claras (53%) e honestas (49%). “A quarentena, o isolamento e períodos delicados mexem com nosso emocional, por isso é mais que importante as empresas adotarem uma postura amigável, próxima e íntima de seus consumidores. Quem não está adequado às mídias sociais, terá que utilizá-las para criar esse canal de transparência com seu público”, afirma a Dra. Suzete Lizote, que também é aluna da KNN Idiomas de Itajaí (SC).

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redação: LUCAS MACHADO COELHO
ilustração: LUIS EDUARDO MOSER

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